pelo círculo de Évora
A alternativa <br>constrói-se com a CDU
Com uma sessão pública realizada ao final da tarde de anteontem em Évora, a Coligação Democrática Unitária deu o primeiro passo da sua candidatura às legislativas naquele círculo eleitoral. Na iniciativa participou e usou da palavra o Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, depois de João Oliveira – cabeça de lista da CDU pelo distrito eborense – ter assinalado a intensa e valiosa intervenção do PCP-PEV na Assembleia da República. São disso exemplo as denúncias de violações de direitos laborais e sociais que, conjugando a acção institucional com a reivindicação de massas, resultaram algumas vezes em vitórias, como no retrocesso imposto ao «encerramento da Unidade de Cuidados Continuados de Évora», lembrou o também presidente do Grupo Parlamentar comunista.
Noutros casos, destaca-se a afirmação das propostas concretas para o distrito, como sucede com a discussão, por estes dias, em sede de comissões parlamentares, do «Plano Imediato de Intervenção Económica e Social para o Alentejo» ou da «proposta de construção do novo Hospital Central Público de Évora», procurando que esta «não esteja sujeita a novos adiamentos da parte de PS ou PSD/CDS».
Numa e noutra situação, fica patente que «a questão central que se coloca nas próximas eleições é óbvia: precisamos de sair desta batalha eleitoral com mais força para defender os trabalhadores e o povo, para desenvolver e modernizar o distrito, para tirar o País do buraco para onde tem sido empurrado pela política de direita», prosseguiu.
Dando diversos exemplos de medidas ruinosas aplicadas pelos governos PS e prosseguidas de forma agravada pelo actual executivo PSD/CDS, o primeiro candidato da CDU pelo círculo eleitoral de Évora concluiu que «todos – PS, PSD e CDS – dando sucessivas machadadas no investimento público na região», agravaram «dramaticamente as assimetrias» tornando esta «uma das regiões mais empobrecidas da Europa», votando o Alentejo «ao abandono das actividades produtivas, à destruição do emprego e dos direitos no trabalho, ao definhamento demográfico e social», aliás bem patente na «emigração forçada que tem levado daqui os nossos jovens».
«É este rasto de destruição e desespero gerado pela política de direita que é preciso romper», frisou. Nas próximas eleições, os activistas e candidatos da CDU têm de estar preparados para «vencer uma batalha contra o medo e a manipulação das consciências», para travar «aqueles que se preparam para aproveitar a dependência, a pobreza e a miséria alheias, para tentar comprar votos», alertou ainda. Mas têm, igualmente, de convocar «todos aqueles que se sentem enganados, traídos, desiludidos para que usem a arma do voto para transformar as suas vidas», concluiu.
Força confiança
Sobre a importância de eleger mais deputados e dar força à alternativa patriótica e de esquerda de que o País precisa, falou, igualmente, Jerónimo de Sousa. Intervindo no encerramento da sessão, o Secretário-geral do PCP considerou as próximas eleições como «uma grande oportunidade para que os democratas e patriotas, para que todos os que aspiram a uma vida melhor, expressem a vontade de pôr fim ao caminho de empobrecimento, exploração, dependência e abdicação dos interesses nacionais que PSD, CDS e PS têm imposto ao País».
A CDU parte para esta batalha com uma grande confiança, salientou, por outro lado, o dirigente comunista. Desde logo, «pela consciência do dever cumprido e do trabalho realizado», o qual «faz jus ao público reconhecimento da CDU como a grande força que sabe honrar a palavra dada e respeitar os compromissos assumidos, em todas as mais importantes questões da vida nacional, mas também no debate e procura de soluções dos problemas concretos das populações».
Uma grande força «que se apresenta de cara levantada na actual torrente de corrupção e ilicitude a que assistimos e que a política de direita alimentou», e que transporta um caudal imenso de esperança» na possibilidade de «uma vida melhor, num Portugal de justiça, soberania e de progresso».